Portagens
Temos acompanhado com “enlevo” muito do que se tem dito sobre portajar as scuts, aplicação de chips, etc. Ouve-se e não se acredita!
Surpreende que figuras de topo dos partidos da Oposição, porque já nada nos surpreende vindo do P.S., não saibam, ou não queiram saber, o mínimo dos mínimos sobre os assuntos.
1- O IC1, desde Vila Praia de Ancora até Mira não é uma scut. Foi pensado, projectado e construído, em parte, porque interesses, que não os das populações a servir, fizeram com que a sua construção decorresse aos soluços, para complementar as Estradas Nacionais nºs 13 e 109, que rebentavam pelas costuras e já não era tecnicamente viável fazer nelas mais intervenções, para responderem às necessidades de tráfego. Ainda não se pensava, sequer, em scuts e a sua necessidade não se pautava por incremento da coesão nacional, desenvolver regiões deprimidas e outras balelas, que enchem as bocas dos “sábios”.
Não, o IC1 foi construído para satisfazer necessidades básicas, a que o Estado tinha inalienável obrigação de responder. Para isso se pagam impostos, taxas agravadas sobre os combustíveis, imposto municipal e outros.
Portanto, o IC1, entre Vila Praia de Ancora e Mira, não pode, sem que quem o consentir revelar falta de moral para jámais se apresentar aos portugueses como sensato, honesto e credível, pagar portagens.
Esta rodovia, que, por razões técnicas, ou critérios opacos, veio a ter mais tarde, perfil de auto estrada, não confere autoridade para a portajar, ainda que hipocritamente a tenham alcunhado de A28, A29, A17,…
Mas há mais. Como é possível engendrar o conceito de isenções para residentes, industriais e não sabemos que mais utentes desta rodovia? Então, o que não serve para as populações residentes, satisfaz os outros diversíssimos utentes, pelo que há portugueses contribuintes com direitos diferentes?
E o que dizer do que se passa com o IC24 entre Perafita (Matosinhos) e Alfena (Valongo)?
Isto aplica-se com certeza a outras rodovias.
2- É indiscutível que o Poder Legislativo não nos pode restringir qualquer meio de pagamento legal. Ninguém nos pode impedir de satisfazermos os nossos compromissos com dinheiro vivo. CUIDADO!
3- É totalmente indispensável que nós conheçamos, METRO a METRO, por onde circularemos em condições satisfatórias e, nas palavras do P.M. com vias a prestar BOM SERVIÇO, desde São Gregório até Vila Real de Santo António, sem pagamento de portagens.
As Estradas Nacionais, foram, desde há muito, votadas ao total abandono e desclassificadas. Não nos porão a circular por caminhos de cabras, fazendo gincanas dignas de motocrosse.
4- O conceito de Utilizador-pagador é perfeitamente aceitável para qualquer mortal, desde que o tal utilizador o faça de livre vontade, isto é, não seja OBRIGADO a comer o que lhe queiram dar.
Sejamos sérios!!!



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